A Imigração dos Italianos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Várias pessoas comentam que a Itália entre os anos de 1870 a 1899, período áureo da imigração no Brasil,  houve uma superpopulação e não havia suprimentos, terras e moradias necessários para satisfazer toda sua população, além é claro da Itália passar por permanentes conflitos, guerras e disputas por terras e outros bens.

Surgiu assim, um forte noticiário na Itália, do aparecimento de um novo Eldorado, o Eldorado Brasileiro, denominado por muitos da América, e quem vivesse neste paraíso, ficaria milionário e poderia proporcionar uma nova vida .

Outros afirmam que este forte noticiário era apenas boatos, a população foi na realidade expulsa da Itália, em virtude da superpopulação, e se relembrarmos as páginas de nossa História do Brasil, vimos que em 1888, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, libertando todos os escravos no Brasil. 

Na verdade com a libertação dos escravos no Brasil houve uma crise de mão de obra na lavoura, principalmente no cultivo de café e os Fazendeiros ficaram em situação desesperadoras, além de dar margem a possíveis invasões estrangeiras no Brasil.

Nesta mesma época o Barão de Mauá, no Estado do Rio de Janeiro inicia-se a construção das Estradas de Ferro e a  iluminação pública a gás. Já bem desenvolvidas, surgiram as grandes lavouras e fazendas de café que por muitos anos foi o principal produto de exortação brasileiro.

A escassez de mão-de-obra surgia latente na época, principalmente na região Sudeste, composta pelos Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, logo em seguida, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Coincidência ou não, por influência do Governo ou não, o Governo incentivou as Imigrações Estrangeiras ajudar a desenvolver o Brasil, oferecendo em troca de trabalho, lotes de terra gratuitos, o essencial em ferramentas para começarem a trabalhar e um pequeno farnel, tipo o que hoje é conhecida como a cesta básica.

Por esta atitude, o Brasil  ficou conhecido como Novo Eldorado Brasileiro, e foi assim que nossos ancestrais para cá vieram, enfrentando, matas, animais ferozes, doenças e o trabalho pesadíssimo, que só não era escravo, porque trabalhavam livremente.

Segundo informações após a chegada do Imigrante ao seu destino, eles recebiam um lote de terra, o mínimo necessário de ferramentas agrícolas, sementes, e tipo uma cesta básica, que hoje conhecemos.

Como faziam para se alimentarem quando terminava a cesta básica?

Contam-se que se alimentavam de carne de aves silvestres, de palmito, até que surgissem um casal de galinhas, porcos, e vacas, dos quais retiravam os ovos, a carne, a gordura e o leite, e ao colherem o milho, tinham que fazer um tremendo esforço, porque tinham que andar horas a cavalo para levar  milho até o moinho, que era do Estado, pagar para moer o milho e voltar com o fubá, que junto com a colheita do feijão, passaram a ser o alimento básico de todas as famílias de Imigrantes, principalmente Italianos, ou seja o Angu ou a polenta e o feijão.

Um fato marcante, foi a maneira  como eles eram expulsos de suas terras, na Itália, quando autoridades do Governo chagavam e perguntavam, "Este terreno ou esta propriedade é sua?", e si dissessem sim, é minha, então, eram surpreendidos com a resposta, "Era sua, porque  agora é do REINO DA ITÁLIA, e simplesmente os despachavam para outros cantos do mundo, inclusive o Brasil, dentro de navios fétidos e imundos, nos quais eram embarcados também, porcos, bois, aves e outros alimentos para a longa viagem até o Brasil, que demorava quarenta e cinco dias

Nessas viagens, muitos vinham clandestinamente e às vezes escondidos, principalmente as crianças ou nascituros no navio, para não serem jogados no mar, porque, segundo eles, as doenças das crianças eram muito mais fáceis de se proliferarem e tornarem-se epidemias.

Nessa mesma viagem, as pessoas que não suportassem o sofrimento até a chegada, por saudades, fome, idade, ou doença, morriam no navio e eram atiradas ao mar.

Todo este sacrifício de nossos imigrantes valeu a pena, pois muitos conseguiram se firmar no Brasil com muito trabalho e dedicação, formando famílias tradicionais como a Família Immesi.

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